Arquivo para pacífico

Milagre

Três adolescentes que foram encontrados vivos depois de passar 50 dias em um barco à deriva no Oceano Pacífico chegaram nesta sexta-feira ao arquipélago de Fiji. Os jovens são das ilhas Tokelau, um território administrado pela Nova Zelândia no sul do Pacífico.

As equipes de buscas chegaram a afirmar que os três estavam mortos depois de não conseguir encontrá-los. Os adolescentes sobreviveram os 50 dias com cocos, água que conseguiram pegar com uma lona encerada e uma ave marítima que capturaram enquanto estavam no barco. Um barco de pesca de atum encontrou os três e os levou para Fiji.

John Kalolo, diretor da escola onde os três adolescentes estudam, disse à BBC que, na comunidade onde eles vivem, já houve “muitas lágrimas de felicidade e alegria” depois do resgate.

Foto: AP
Jovem resgatado após passar 50 dias à deriva é auxiliado na chegada ao porto das ilhas Fiji
Kalolo afirmou que muitos na ilha ainda acreditavam que os meninos estavam vivos, mesmo depois de 50 dias de buscas infrutíferas. “Há muitas perguntas que precisamos fazer a estas crianças – ainda não sabemos quais foram seus motivos e intenções”, afirmou.

Já o pai de um dos adolescentes, Tanu Filo, disse a uma rádio neozelandesa que o resgate foi um “milagre”. “O vilarejo inteiro estava tão animado, eles choraram e cantaram, e se abraçaram pelas ruas. Todos estavam gritando as boas notícias”, disse.

Desidratação e insolação

Logo depois de chegar a Fiji, os três náufragos foram levados para o hospital para exames. Os três estão com desidratação grave e insolação. Os meninos Samu Perez e Filo Filo, de 15 anos, e Edward Nasau, de 14, tinham desaparecido no dia 5 de outubro do atol de Atafu em um pequeno barco de alumínio, depois de um evento esportivo anual na região.

Depois que a Força Aérea da Nova Zelândia não conseguiu encontrar os meninos, as autoridades consideraram os três como mortos. Mas os adolescentes foram vistos a nordeste das ilhas Fiji na tarde de quarta-feira por um tripulante de um navio de pesca de atum.

“Nós chegamos perto deles e perguntamos se precisavam de alguma ajuda, e a resposta deles foi um empolgado ‘sim'”, disse o tripulante Tai Fredricsen à BBC. “Imediatamente enviamos nossa embarcação de resgate, os trouxemos a bordo e demos os primeiros socorros.”

Fredricsen disse que os meninos tinham um pequeno suprimento de cocos, mas que eles acabaram depois de dois dias. “Eles tiveram um período em que beberam apenas água doce, que estavam conseguindo pegar durante a noite, com uma lona”, disse.m”Eles também me contaram que, duas semanas antes do resgate, conseguiram capturar uma ave marinha, o que foi muita sorte.”

“Eles também contaram que, nos últimos dois dias, começaram a beber água salgada, o que poderia ter sido desastroso para eles”, acrescentou o tripulante

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Lançamento do livro

Na semana passada, fiz uma rápida passagem por São Paulo e pude comparecer ao evento de lançamento do livro “Travessia do Pacífico”, de Maristela Colucci e Igor Belly, que foi lançado oficialmente no Espaço Fashion do Iguatemi. O evento também abriu a exposição de fotos do grande feito realizado por Beto Pandiani e Igor Bely, quando enfrentaram o maior oceano do planeta, em um catamarã sem cabine e sem motor, contando apenas com o vento.

Dezenas de convidados prestigiaram a noite de autógrafos do livro, que reuniu fãs e amigos da dupla de aventureiros da “Travessia do Pacífico”.

A exposição fica até 15 de agosto no Espaço Fashion, que fica no piso Superior doIguatemi.

O que está havendo?

Pois é, parece que a resposta da natureza vem com mais força, cada vez que abusamos do que nos foi dado. Para o velejador, a consciência da preservação é muito mais real do que para qualquer outro que utilize o mar ou os rios, pois nós velejamos. Isso mesmo, é redundante e ao mesmo tempo real. Velejar é ter contato com a água, o vento e fazer desta combinação um esporte ou lazer. Mas as coisas não estão indo bem no nosso mundo e o nosso esporte é um indicativo claro disso.

Pergunte a algum velejador, qual o local que ele treina, depois pergunte se ele teria coragem de beber a água de onde ele veleja. Não precisa ser nenhum especialista para entender que a resposta será não.

Da mesma forma não precisa ser um especialista para pensar como podemos fazer para melhorar o nosso meio ambiente.

Acho que algumas providências podem ser tomadas, sendo elas:
– Fazer mutirão de recolhe lixo nas regiões onde praticamos a vela;
– Criar uma comunicação para a comunidade ribeirinha ou associados locais dando dicas e relatando a atual situação;
– Fazer exames da água em laboratório e incluir o resultado na comunicação criada;
– Sensibilizar os políticos e ongs sobre algo que provavelmente nem eles saibam.

Acho que com estes 4 passos, podemos iniciar uma pequena evolução no conceito de melhoria do nosso meio ambiente. Lógico que cada caso é um caso, e que muito precisa ser feito, mas com estes primeiros passos, espero que possamos melhorar o local onde praticamos a vela.

Vejam este vídeo:

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