Arquivo para natal

Release 01

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PRIMEIRO AVISO AOS NAVEGANTES DIGITAIS

Pessoal, realizarei minha primeira travessia em solitário no mês de novembro (dia 02), saindo em um Hobie Cat 14 de Fernando de Noronha a Natal.
Esta travessia de 200 milhas em média, promete ser mais uma aventura na minha vida e está sendo muito bem planejada e estudada com antecedência, portanto não pensem que isso é feito por acaso.
Iniciarei em março atividades físicas com um personal trainer e nutricionista durante um longo período para que o meu condicionamento seja o melhor possível.
Também estou adquirindo equipamentos esportivos de alta performance, e tudo isso gera um universo de altos custos, onde os patrocinadores e apoiadores se tornarão essenciais para o sucesso, então aceito indicações, e como tenho uma agência de publicidade, o retorno posso garantir que será o melhor possível.
Para quem quiser me acompanhar, nos preparativos em terra, poderá ir vendo através do meu blog velejar.wordpress.com ou aqui mesmo no facebook. O projeto original está na Marinha, e os avisos aos Iates Clubes serão feitos alguns meses antes da travessia.

Queria aproveitar para agradecer ao amigos que me apoiaram nesta fase de decisões, como Nilbertt e tantos outros que me escrevem passando informações para a realização deste momento.

Para baixar a apresentação da travessia clique aqui.

Saída de Natal

Estou publicando este texto que é similar ao anterior, pois na verdade eu comecei a escrever no meu iPad durante a viagem e não consegui publicar os textos que estavam nele. Como é uma sequencia, irei publicar este para dar sentido aos que virão. Espero que gostem dos relatos da nossa viagem para Trinidad nos mares do Caribe.

Depois de uma despedida dentro do barco com muita conversa e boas risadas com os amigos Fernando, Mara, Afonso, Fabiola, Wagner, Elisa, Miltson, Lucy (minha querida espoosa) e nossas filhas, a tripulação composta por Eduardo, Nelson, Lucia, Guilherme e eu iniciamos no sábado de manhã as 6h a nossa viagem assistido de perto pelo silencio do calmo e velho Iate Clube de Natal.

A saída foi calma, durante o percurso do rio grande, mas quando chegamos na boca (encontro do rio com o mar) o balanço aumentou e muito. Então as conversas se cerraram e logo o cockpit do barco se esvaziou. Como sempre eu mareio de uma forma diferente da tradicional, eu durmo. Mas nesta viagem em especial eu dormi muito, cerca de 17 horas no primeiro dia. O Eduardo, comandante do barco, me disse que também estava com um sono anormal.

Ainda no primeiro dia, a noite, Lucia me deu um comprimido, que fez efeito em poucos minutos e então deixei de ficar com sono e comecei a render melhor e poder ajudar mais nos turnos que seriam definidos no segundo dia.

Já no outro dia, o Eduardo definiu os turnos de duas horas que faríamos a vigilância. O meu ficou das 6h, 14h, 22h e então comecei a me interar do funcionamento do barco, um catamaran leopard de 45 pés, muito bem equipado.


Depois de uma breve explocação sobre o GPS, radar, sonda, barômetro, motor, velas, piloto automático e outras coisas, já estava seguro de como ler as informações e como interpretar os comandos a serem dados no meu turno.

E assim começamos um rotineiro entra e sai de turnos, procurando sempre o que fazer quando estávamos desocupados. Eu aproveitei este tempo para ler algumas coisas que havia trazido no iPad, e testar softwares de área nautica, mas não pude fazer muita coisa, pois contava com o acesso da internet via global link que nao aconteceu. De qualquer forma, posso dizer que a carta nautica da Navionics, mesmo sendo off, valeu bastate para tirar duvidas e confrontar informações do GPS.

Cada dia que passava, estávamos fazendo mais coisas para ocupar o tempo e Lucia criado a todo momento pratos deliciosos para deixar a tripulação mais gordinha e feliz.


Eu sentia muita saudades das minhas mulheres (família), e isso me deixava um pouco deprimido, mas procurava aceitar a rotina do barco como uma forma de remédio da saudade.

Durante os turnos, a parte mais engraçada era sempre pela manhã onde todos acordavam em horários próximos e ficavam no cockpit até o horário do almoço para conversar ou ouvir as história de Nelson, e de seus amigos de Exu Queimado. Mas a noite, a tensão aumentava, pois em alguns momentos nos estávamos velejando a 50 metros de profundidade, a mesma profundidade que os pescadores jogam duas redes. E como a noite diminui o campo de visão, em alguns momentos nós passávamos próximo as bóias de pesca, e o receio de prender uma rede no leme ou no motor era grande. Para completar, o Eduardo disse que o pior problema que você pode ter, e se enganchar numa rede dessas, pois o pescador em alto mar anda armado e não conta conversa para resolver o problema.

E não deu outra, em uma dessas noites, nós passamos perto de uma das bóias, e um barco pesqueiro viu, e veio atras de nós. A tensão foi grande, apagamos as luzes do barco, colocamos o motor para render o máximo, e logo o barco desistiu. Nao sabíamos se ele havia feito isso para intimidar ou se era apenas uma manobra, mas esta resposta não saberemos nunca, ainda bem.

Ainda na nossa rotina, não faltaram muitos filmes, boas conversas e é claro muitas pegadinhas, todas devidamente registradas para a produção de um filme ao final para guardar de lembrança.

Particularmente eu estou extraindo lições neste cruzeiro, aprendendo a utilizar de forma prática os aparelhos de navegação, além de algumas lições mais emocionantes como subir um balão sem cometer erros básicos e acabar dando um jibe chinês (estou rindo com esta expressão enquanto escrevo).

Este é um momento único e muito feliz para este blogueiro que escreve muito satisfeito este texto feito ainda em alto mar. Sem duvida velejar é uma relação pessoal e de difícil explicação, ainda mais quando publicada da forma que estou fazendo, pois muitas pessoas irão ler este post e cada um interpretará a sua maneira o sentimento de velejar em cruzeiro.

Nosso primeiro destino serão as ilhas Salut que fica a 1400 milhas de onde estamos. Se tudo correr conforme o planejado em 7 dias deveremos chegar por lá. Mas ai já é outra historia que contarei em outro post.

É hoje ou amanhã?

Não importa ao certo, afinal dizem que não dá sorte sair na sexta-feira, por isso o comandante Eduardo Zanella falou, sairemos a 12.01h do sábado. Parece um capricho, mas quando se trata de mar não devemos deixar de lado nenhum detalhe do que pode ser amanhã mais tarde a justificativa.

O Itusca, um cat de 45 pés, que noticiei aqui no Blog há alguns dias atrás, chegou há uma semana em Natal e aportou por aqui para receber gentilmente eu, Nelson, Lúcia e mais dois amigos do Eduardo que farão Natal – Trinidad e Tobago, durante um tempo estimado em 17 dias. Nesta viagem eu estarei levando o iPad para fazer testes severos com os novos e antigos APP´s de cunho marítimo, e ao final avaliarei a sua performance e usabilidade.

Nestes 17 dias irei noticiar, sempre que puder, os relatos da viagem com fotos e vídeos. Já em outro blog o do Diário do Avoante, o Nelson que também estará embarcado (http://diariodoavoante.wordpress.com/) abrirá um grande espaço no blog e no coração para falar mais sobre o cat Leopard, e esquecer um pouco os monocascos durante esta viagem que promete ser maravilhosa e muito divertida.

Espero que todos os leitores do VELEJAR CATAMARÃ aproveitem esses relatos e comentem, afinal em mar não sabemos o que está acontecendo em terra!

 

I Festa de San Gennaro no ICN


A Festa de San Gennaro em Natal, é o primeiro evento realizado na nossa região em paralelo com outras festas que ocorrem ao redor do mundo nesta data, representa a felicidade e união do povo italiano, em torno de um símbolo maior, San Gennaro ou ” São Januário”.

San Gennaro é o santo padroeiro de Nápoles, na Itália. Acredita-se que seu sangue se liquefaça milagrosamente duas vezes por ano: na festa do seu dia em 19 de setembro, e no primeiro sábado de maio. Nessas ocasiões, uma ampola, que supostamente conteria o sangue seco do santo, é retirada da catedral de Nápoles e levada em procissão pelas ruas da cidade.

A festa irá contar com boa música italiana, comidas típicas da região e muita alegria. Também haverá degustação de vinho, oferecida pelo Supermercado Favorito de Ponta Negra.

Para participar deste evento é necessário adquirir o convite individual por R$ 35,00 e levar o mesmo para retirar seu brinde no dia da festa. Além de muita diversão, a festa contará com os velejadores que participaram da FENAT (Regata Fernando de Noronha – Natal) e sem dúvida, boas histórias terão para levar a festa até a noite com muita animação.

PROGRAMAÇÃO DA I FESTA DE SAN GENNARO
Local: Iate Clube de Natal

08/10 (Sexta-Feira)
– 19.30h – Abertura Oficial
– 20:00h – Abertura do Buffet
– 23:00h – Encerramento

Perfil de um dos participantes

Ocorreu nesta semana a 22ª Regata Internacional Recife-Fernando de Noronha, com barcos de várias classes em uma competição que é aclamada por muitos, como a maior regata brasileira de vela oceânica. Aqui de Natal sairam 3 barcos para a competição, sendo que um deles é o Muakã, um aprumado e vitorioso catamarã de 28 pés, do nosso amigo Gilson, companheiro de palhoça e um velejador muito experiente que já estpa em sua 8ª velejada para Noronha, sendo a 5ª pela Refeno e a 3ª no Muakã.

Antes da sua largada de Natal, ele passou alguns dados sobre o perfil do seu barco que eu achei bem interessante publicar aqui:

Muakã
Fabricante: Maramar em São Luiz MA
Ano: 1996
Medida:  28 pés “8,65 Mts”
Capacidade máxima: 1 tripulante e 10 passageiro
Deslocamento: Ao redor de 1.300 kgs
Peso: 1.500 kgs
Vela grande: 37 m2
Genoa: 16 m2
Buja: 4,5m2 e outra de 8,30m2
Classificação da última Refeno: 3ª posição na classe Multi D
Tempo da última Refeno: 62 horas (devido ao pouco vento que marcou a última edição)

Ainda segundo Gilson, neste ano a expectativa é de fazer em menos de 40 horas (acabou fazendo em 44:15:50 – bem próximo do planejado) o que daria uma média real de 7,5 knós, considerada muito boa pra um barco tão pequeno, e suficiente para andar junto com barcos de 35 a 45 pés, monocascos.

A tripulação será composta por Gilson, proprietário do barco, Cristiano um grade velejador, que competia com Gilson na classe Laser e o estreante Simarone, amigo de palhoça também e velejador de Flash.

Números Refeno
-141 barcos inscritos
-104 barcos largaram do Recife, sendo que 96 conseguiram realizar a travessia.
-Os barcos Sansara, Nativo, Macu, Lacrau II, Azogado, Safena, Luthie e Delirante tiveram problemas durante a travessia e retornaram a Recife e Natal.

Troféu Fita Azul
Ave Rara (Pernambuco) – Travessia realizada em 22hs54min57s

Confira alguns vencedores dos prêmios especiais:
Troféu Tartaruga Marinha (destinado ao penúltimo barco a chegar) – Tuta (Natal/RN)
Troféu do barco brasileiro mais distante – Rebojo I ( veio de Jaguarão/ Rio Grande do Sul)
Troféu do tripulante mais velho – barco Kon Tik (São Paulo), comandado por Joaquim Almeida Lopes de 86 anos
Troféu para o tripulante mais jovem – barco Tremujin, com o tripulante Luc Guimarães, de apenas dois anos

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