Airkat

Para quem quer um barquinho para se divertir, chegou uma proposta inovadora e de custo um pouco alto ainda, mas que acredito que irá baixar. AIRKAT é um catamarã construido em alumínio com flutuantes infláveis, fácil de montar e com um design inteligente, pois possibilita o transporte dele em um porta-malas de carro. Pelo que lí no site dele , em 20 minutos e sem utilizar ferramentas ou peças pequenas que podem ser perdidas ele estará pronto para uma navegação divertida.

Com 180cm. de comprimento e 35cm. de diâmetro dos flutuantes o peso do barco não ultrapassa os 45 kgs.

Para saber mais, e quem sabe comprar aqui no Brasil, utilize o link abaixo:
info@airkat.com.ar
Tel.: 11 3208-4500

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Como montar sua escota

Quando o cado da escota começa apresentar problemas, não pense duas vezes, é hora de trocar. Isso aconteceu comigo em uma velejada que fiz em Barra do Cunhaú, na minha saída, percebi que o cabo estava deslisando e quando ví ele estava como se fosse um monte de cabelo, todo esfiapado. Obviamente este cabo não era de boa qualidade, mas também deixei passar do tempo da troca, pois já havia percebido que ele não estava bom.

Para começar a troca, vamos falar sobre o cabo.
Eu sugiro a escolha do cabo de escota de 8mm pré-esticado confeccionado com capa de poliéster (parte externa), alma poliéster (parte interna). O ideal é que ele tenha 12 metros, conforme as regras de montagem do manual da Hobie Cat.

Para achar estes cabos, em uma rápida pesquisa na Piccolo Sails ou na Tom Cat você achará sem grandes dificuldades, mas lembre-se os valores não serão os mesmos de cabos simples achados em qualquer loja.

Depois de escolhido o cabo, vamos escolher o moitão.
São duas peças, um que fica na mesa perto do carrinho (traveller) “catraca triplo com mordedor e saída 57 mm” para trabalhar em conjunto com o” moitão giratório triplo 39 mm” que fica afixado na retranca.

Tudo definido, agora vamos a montagem. Siga as instruções da imagem publicada aqui para ver como as passadas devem ser feitas entre um moitão e outro. Não esqueça de queimar a ponta do cabo e fazer uma amarra para não estragar o valioso cabo. Mais um detalhe, em cada ponta do cabo, faça um nó em oito, para amarrar a ponta do moitão e a outra ponta que vai na travessa.

PRIMEIRO AVISO AOS NAVEGANTES DIGITAIS

Pessoal, realizarei minha primeira travessia em solitário no mês de novembro (dia 02), saindo em um Hobie Cat 14 de Fernando de Noronha a Natal.
Esta travessia de 200 milhas em média, promete ser mais uma aventura na minha vida e está sendo muito bem planejada e estudada com antecedência, portanto não pensem que isso é feito por acaso.
Iniciarei em março atividades físicas com um personal trainer e nutricionista durante um longo período para que o meu condicionamento seja o melhor possível.
Também estou adquirindo equipamentos esportivos de alta performance, e tudo isso gera um universo de altos custos, onde os patrocinadores e apoiadores se tornarão essenciais para o sucesso, então aceito indicações, e como tenho uma agência de publicidade, o retorno posso garantir que será o melhor possível.
Para quem quiser me acompanhar, nos preparativos em terra, poderá ir vendo através do meu blog velejar.wordpress.com ou aqui mesmo no facebook. O projeto original está na Marinha, e os avisos aos Iates Clubes serão feitos alguns meses antes da travessia.

Queria aproveitar para agradecer ao amigos que me apoiaram nesta fase de decisões, como Nilbertt e tantos outros que me escrevem passando informações para a realização deste momento.

Para baixar a apresentação da travessia clique aqui.

Para começar a semana

Começar a semana dessa forma, velejando com alta performance é o que eu desejo a todos os leitores do Blog Velejar Catamarã. Mas fica o aviso, não abuse dos limites, afinal adrenalina é algo bom com começo, meio e fim.

Dica para catistas

Velejar um catamarã, no meu caso um hobie cat, parece ser algo muito fácil, ainda mais para quem é recém apresentado ao mundo náutico. A explicação para isso, se dá ao simples fato do catamarã não virar com tanta facilidade como o monocasco.
Mas ao contrário do que os iniciantes imaginam, o cat é um tipo de barco que tem menor área de arrasto, e com isso ganha maior velocidade, se tornando um barco rápido e grandes emoções. Mas este barco que proporciona tanta alegria a décadas, ainda guarda muitos segredos. Para entender um pouco mais do que estou falando, sugiro a leitura de um livro que me ensinou alguns conceitos básicos e outros bem avançados.

DICA: O livro CATAMARAN RACING – solutions, secrets and speeds. Escrito por Rick White na língua inglesa, teve sua primeira edição publicada em 1983 com 284 páginas. Maravilhoso conteúdo focado para barcos de 14 a 18 pés, muito ilustrado,com fotos de competição, principais táticas em regatas, enfim… um livro que não pode deixar de ser lido.

ONDE ACHAR: Procure no google, e achará muitas referências deste livro, inclusive com outras capas variando de R$ 40 reais (usado) até R$ 120 (última edição). Se não quiser gastar muito, entre em lojas que vendem livros em PDF e a partir de USD$ 3.00 (clique aqui) achará o livro em arquivo para baixar no seu computador.

 

O PRIMEIRO BARCO DA VIDA, A PRIMEIRA VELEJADA… E NENHUMA FOTO. QUEM SE IMPORTA?

Nossa compulsão atual de compartilhar com o mundo a nossa vida tem promovido uma verdadeira angústia da foto. Temos que fotografar, registrar, compartilhar cada momento, cada instante, cada experiência. E fazemos, na maioria das vezes, é preciso que se diga, com um enorme prazer.
A foto do filho crescendo, fofinho; o encontro com os amigos, a família reunida, o jogo de futebol, a pescaria do final de semana, tudo é motivo pra fotografia.
E a foto digital, ixi, transformou o registro visual em uma leve brincadeira, a mil cliques por minuto.
O que dizer, então, do primeiro barco adquirido na vida de um velejador que sonha com o mar desde criança? O primeiro encontro, bater os olhos nas formas hidrodinâmicas do casco, na brancura concreta e faiscante dele, na malemolência da vela cheia, estufada, barriguda, flap flap ao vento.
Montar pela primeira vez o barco de sua vida, que você sabe que vai montar e desmontar centenas, milhares de vezes, admirando a cada uma delas o menor dos parafusos, o cabinho mais vagabundo, e desmontar ao final da velejada, com o cansaço mais agradável que se pode sentir nesse mundo.
Eu fiz isso no último final de semana, na Barra do Cunhaú. Conheci o “meu” barco. Meu primeiro barco. Um barco com alma, que Bira Carratu não me vendeu, apenas me concedeu o direito de tê-lo (obrigado, Bira!); o direito de compartilhar da amizade deste barco, esguio, ligeiro, sereno.
Um hobie cat 14; um pequeno catamarã que desliza como um tapete voador sobre as águas, como se flutuasse atrás das mil e uma histórias de Sherazade, como se ela fosse esposa de Simbad e vivessem na ilha do tesouro encantada. Um tapete mágico atrás de aventuras de outro mundo, um mundo que só parece existir para quem ama o oceano, os povos que se espalham por suas margens e que cultivam suas histórias, seus heróis, seus monstros, suas ilhas, seus piratas, suas cores.
O meu hobie cat me levou a primeira velejada com a suavidade de quem recebe um aprendiz, um marinheiro desajeitado, com a ternura de mostrar as armadilhas, mas com a firmeza de mostrar o rendilhado que traçam seus lemes sobre as águas, em uma manhã de sol.
Tenho que confessar: meu hobie cat é lindo. Me desculpem os donos de hobie cat, mas acho que igual a ele não tem. Quem quiser provar o contrário, vamos nos encontrando nos bom fins de semana pra disputar essa peleja.
Eu conheci meu barco, meu primeiro barco, velejei, sem perceber, por mais de duas horas, comecei uma amizade com ele, trocamos ideias e, acreditem, eu não tirei uma foto desse momento. Nem Bira, nem minha esposa em terra, ninguém lembrou de um simples registro fotográfico, com o celular mais fulera que estivesse a mão.
E isso, amigos, não fez – e não está fazendo – a menor diferença.
Porque tudo está registrado aqui, bem aqui, nas minhas retinas fatigadas e em meus neurônios já gastos; tudo que um velejador espera do primeiro dia com seu primeiro barco.
Está tudo aqui.
Vocês conseguem ver também?

Lucílio Barbosa

Exercícios para velejadores

Quando vou participar de uma regata, mesmo que seja entre amigos, me preocupo com as minhas condições físicas, pois é decisivo ter bom preparo em curtos ou longos momentos da regata, como para fazer um contra-peso bem feito ou ainda ter a agilidade de movimento no barco na hora de executar um bordo.

Então desde que comecei a velejar sempre pensei em frequentar uma academia, e sempre busquei pesquisar o que seria um treino ideal, e percebi claramente que na minha região nenhuma academia sabia e até hoje não sabe como treinar um velejador. Passavam muitos exercícios aeróbicos e davam muito peso para puxar, não se ligando exatamente qual músculo trabalhar. A desculpa era sempre que o músculo trabalhado fazia parte de uma região que era muito requisitada na velejada.

Mas vejamos por um outro ponto de vista, cada barco exige um tipo de treinamento, portanto como julgar as academias ou professores, se nem nós mesmos temos ideia de como devemos nos preparar?

Foi então que iniciei uma pesquisa, que durou alguns meses, e então montei uma tabela de exercícios pautada no treinamento funcional o qual descrevo abaixo como CORE que ajudam em várias circunstancias, mas como eu descrevi, esta tabela de treinos foi pensada na minha altura, massa corporal e outros detalhes, como o do tipo de barco que eu velejo.

Minha sugestão com este post é divulgar o treinamento funcional, para que vocês tenham contato e dai por diante, cada um irá montar a sua tabela, pautada em suas necessidades. Mas não esqueçam de passar em um médico antes para fazer um checkup só de segurança, ok?

Veja mais sobre o  CORE – Centro de Força do Corpo (clique aqui)

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