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Exercícios para velejadores

Quando vou participar de uma regata, mesmo que seja entre amigos, me preocupo com as minhas condições físicas, pois é decisivo ter bom preparo em curtos ou longos momentos da regata, como para fazer um contra-peso bem feito ou ainda ter a agilidade de movimento no barco na hora de executar um bordo.

Então desde que comecei a velejar sempre pensei em frequentar uma academia, e sempre busquei pesquisar o que seria um treino ideal, e percebi claramente que na minha região nenhuma academia sabia e até hoje não sabe como treinar um velejador. Passavam muitos exercícios aeróbicos e davam muito peso para puxar, não se ligando exatamente qual músculo trabalhar. A desculpa era sempre que o músculo trabalhado fazia parte de uma região que era muito requisitada na velejada.

Mas vejamos por um outro ponto de vista, cada barco exige um tipo de treinamento, portanto como julgar as academias ou professores, se nem nós mesmos temos ideia de como devemos nos preparar?

Foi então que iniciei uma pesquisa, que durou alguns meses, e então montei uma tabela de exercícios pautada no treinamento funcional o qual descrevo abaixo como CORE que ajudam em várias circunstancias, mas como eu descrevi, esta tabela de treinos foi pensada na minha altura, massa corporal e outros detalhes, como o do tipo de barco que eu velejo.

Minha sugestão com este post é divulgar o treinamento funcional, para que vocês tenham contato e dai por diante, cada um irá montar a sua tabela, pautada em suas necessidades. Mas não esqueçam de passar em um médico antes para fazer um checkup só de segurança, ok?

Veja mais sobre o  CORE – Centro de Força do Corpo (clique aqui)

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Para os publicitários, offroad e catistas

Eu sempre pensei que Hobie Cat era uma classe pouco conhecida, quando iniciei na vela, há 6 anos atrás. Mas o que mais me surpreendeu foi quando encontrei referências nas propagandas. Sabe, eu acho muito bom ver algo que gostamos sendo publicado, é como se você fizesse um amigo (no caso o publicitário que fez a peça) sem ao menos conhecê-lo. Além de chamar a atenção para tantas outras pessoas que não sabem ao certo o que é velejar ou ainda o que é Hobie Cat.

Neste caso, achei esta propaganda navegando no Facebook do Adib Salloum, que usa esta peça publicitária como imagem do perfil dele na rede. Achei show de bola, e digo mais, quem tiver mais referências de peças publicitárias com Hobie Cat, me envie (carratu@yahoo.com), pois terei o maior prazer em publicar um post sobre publicidade feita com nossos queridos catamarãs.

A evolução

É impossível negar, mas o mundo dos HC´s é inpirador não só pela sua história, mas pela quantidade de barcos que nós temos aqui no Brasil por causa do sucesso desta marca e de alguns comerciais da Hollywood. Hoje, encontramos muitos deles já sucateados e tantos outros novos, mas um Hobie Cat sempre será a menina dos olhos de quem veleja em catamaran.

Porém esse apelo de velejar em catamarans, pendurado por em um trapézio, com aquele sol lindo do nordeste e água quente está mudando lentamente de nome, e uma nova marca que chegou no mercado nos anos 70 é a responsável por esta mudança, o NACRA.

Na europa o Nacra Infusion é atualmente o mais divulgado catamarã de F18, além de fazer parte de 15 projetos da marca. Foi concebido para disputar o circuito internacional de Formula 18 onde se tornou uma das principais referências pelas repetidas vitórias nas mais importantes provas mundiais. Ele é um barco carimbado por velejadores experientes e muito confiável além de ter sido testado exaustivamente em relação a sua durabilidade, em cruzeiros como que o Beto Pandiani faz em um Nacra 20 pés.

Mas para aqueles que ainda assim não acreditam nessa evolução do HC para o NACRA, veja as características desse barco.

Comprimento: 5,52m
Largura: 2,60m
Altura do mastro: 9,15m
Área da Vela Grande: 17m2
Área do Estai: 4,15m2
Área do Spinnaker: 21m2
Peso: 180kg
Cascos: Fiberglass
Tripulação: 2 tripulantes em trapézio

As vendas deste tipo de barco estão bombando na europa e o Velejar Catamaran deixa um alerta:  A evolução destes barcos não e modinha, veio para ficar e eu atesto a qualidade deste F18, o qual já me tornei um proprietário.

Onde comprar?

Sempre recebo e-mails de leitores me questionando onde estão os melhores estaleiros construtores de catamarã do mundo. Bom, essa é uma pergunta difícil de se responder, pois os construtores de catamarã, são poucos ainda em relação aos monocascos. Mas resolvi fazer uma breve seleção do que eu considero os dois melhores. Boa navegada!

http://www.multihullcompany.com/ (o melhor)

http://www.catamarans.com/

Barlavento e Sotavento

Barlavento e sotavento são termos náuticos que se referem ao lado de onde e para onde sopra o vento, respectivamente. Segundo a International Sailing Federation (ISAF), Sotavento é o lado que está oposto ao lado do qual vem o vento. Quando se veleja com o vento entrando pela valuma ou em popa rasa, o lado de sotavento é o lado em que está sua vela grande. O outro lado é o de barlavento. Quando dois barcos em mesmas amuras estão em compromisso, o que está por sotavento é o barco de sotavento. O outro é o barco de barlavento.
Também se referem às construções quando se estuda o comportamento das estruturas sob a acção do vento, por exemplo nos edifícios, as fachadas a barlavento e as fachadas a sotavento.
A expressão também é usada no meio aeronáutico, quando se estuda meteorologia voltada para a aviação, os termos tem aplicações análogas.
Também encontramos esses termos em relação à influência do relevo sobre o clima. Por exemplo: uma montanha é uma barreira para o deslocamento das massas de ar que carregam a humidade. O ar que vai em direção à montanha (portanto à barlavento da mesma) é forçado a subir e condensa-se, devido à redução adiabática da temperatura, podendo causar chuva. Após passar as montanhas, já desprovido de humidade, o ar desce e se aquece adiabaticamente resultando mais aquecido. Portanto, costumamos encontrar florestas ou poças a barlavento e áreas mais áridas, até piscinas ou desertos, a sotavento.

Homenagem ao Reg White

Reg White vence o Campeonato Mundial de 1979 Tornado

Muitos sabem que iniciei este blog pela verdadeira paixão que tenho por catamarãs em geral. No meu ponto de vista, os cats são a evolução da vela em todos os sentidos. Evolução pois esses barcos tem alta performance, conforto e alto poder de navegação em litorais. Porém o meu interesse maior é em cats de 20 a 14 pés, afinal esses são os barcos de regata onde a habilidade do iatista é reconhecida como essencial. Então, não poderia deixar de falar sobre Reg White, mais conhecido como o pai das regatas modernas de multicascos, que faleceu em maio deste ano aos 74 anos de idade, enquanto navegava no seu último projeto acompanhado de seu afilhado, no lago de Brightingsea na Inglaterra.

Nascido na cidade da costa leste da pequena Brightlingsea (famosa por suas ostras e marinheiros que equiparam os grandes iates entre as duas guerras), em outubro de 1935 nasceu em uma família de comerciantes de ostras e cresceu à costa. Desde muito cedo, iniciou na vela, mas foi quando fez um estágio no estaleiro de construção naval James & Stone, que sua habilidade floresceu.

Reg ficou provavelmente mais conhecido pelo seu envolvimento com Rodney March no projeto do radical catamaran Tornado que foi selecionado como o barco para a classe Olímpica. Reg tornou-se o construtor da classe juntamente com o seu filho Rob.

Um velejador de multicascos realizado, Reg ganhou a medalha de ouro na Classe Tornado nos Jogos Olímpicos de Montreal em 1976, juntamente com John Osbourn. Foi também Campeão Mundial da Classe em 1976 e 1979.

A sua carreira como velejador de multicascos iniciou-se em 1960 com a Litle America’s Cup tendo o onipresente Reg White, passado a ser sinónimo de tudo o que tinha a ver com o sucesso dos multicascos na Inglaterra e internacionalmente. Ele foi o skiper do muito bem sucedido catamaran Lady Helmsman C-Class que foi o primeiro veleiro com asa, a ganhar um importante troféu de vela.

Reg casado com Lyn, sua namorada de infância tiveram três filhos e uma filha, que criaram quatorze netos. Reg gostava de ser um homem de família e foi muito amado por todos seus membros. Seus últimos dias estava testando um novo projeto lançado no ano passado, que ele iria correr com os membros de sua família. Foi a bordo deste barco, White Spirit, que correu na noite de quinta-feira com seu neto Rupert, quando sofreu um ataque cardíaco fulminante.

Sem dúvida, demorei para escrever este texto, pois não queria ser sensacionalista, mas agora depois de alguns meses, me sinto orgulhoso de poder dizer que Reg teve um final de vida honrado, fazendo o que mais gostava e no núcleo de sua família que o amava tanto.

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