Arquivo para Curiando

Como o barco veleja?

Um veleiro tem quatro componentes básicos que permitem que possamos velejar. Eles são a armação, as velas (sail), a quilha ou bolina , e o leme.

A armação é projetada levar tripulação, o casco , obviamente equipado com mastro que envergará as velas e fará com que o barco possa se movimentar pela pela água com facilidade.

As velas na verdade provêem a força e propulsão do vento para fazer o barco mover pela água. Imaginar um veleiro navegar a favor do vento , ou sendo empurrado, é uma solução simples e direta de observação e análise.

É entretanto para muitas pessoas é difícil à compreensão de entender como um barco a vela navega contra o vento . Mas sabemos se o veleiros estiver na zona neutra suas velas não terão nenhuma força de propulsão elas ficarão simplesmente panejando como um bandeira tremulando ao sabor do vento.

A força que o vento transfere de fato às velas faz um barco avançar em conjunto com a ação da quilha, da bolina, que está sob a água. Se você fosse olhar para uma asa de avião você terá uma figura como a parecida com a figura ao lado o ar passa pelo perfil causando sustentação do perfil.

No barco a vela o ar que passa pelas velas cria efeito parecido ou semelhante ao criado na asa do avião.

Este efeito na aviação denominamos sustentação, no barco poderemos classificar como potência, força lateral , que em conjunto com a quilha , e ou bolina, impedirá que o barco seja empurrado pelo vento esta resistência se traduzirá em movimento para frente e também um ligeiro movimento lateral (leeway ) .

O leme é usado para guiar o barco. Você pode ter uma extensão presa ao leme que denominamos cana de lime. Quando a cana de leme é movido a um dos lados o leme desloca a massa de água que flui na superfície do leme e faz com que ele manobre na direção contrária. Em veleiros maiores que utilizam uma roda de leme para guiar o barco vira o mesmo modo que a roda é virada.

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Somos o resultado de experiências

Nunca duvidei disso, por isso volto a escrever hoje. Ao navegar pelo facebook, avistei rapidamente no scroll uma foto com a marca da Hollywood e barcos. Ops, não poderia deixar esta foto passar em branco. Lá fui eu olhar a foto do Nelson Piccolo e o que era curiosidade se tornou um prazer. Fiquei olhando a foto por um tempão, cada detalhe, roupa das muitas pessoas, os barcos, a vela do “Wind”, bandeiras, e tanta coisa que me fez pensar, porque não temos mais eventos assim.

 Ipanema / POA, taça Hollywood - Foto de Nelson Piccolo

Hoje se sou publicitário e velejador, sem dúvida este momento da década de 80 foi marcante e contribuiu muito para formar minha personalidade.

Então no ápice da minha empolgação, resolvi escrever um pouco sobre esta época e falar somente sobre a parte náutica, pois a Hollywood fez muito pelos esportes alternativos da época em geral.

Quando a empresa Souza Cruz resolveu lançar sua marca de cigarros, ela contou com uma agência conhecidíssima no mercado pelos seus cases, a DPZ que nada mais é do que uma referência para nós publicitários. A proposta no início da década de 70 era colocar jovens praticando esportes radicais, com isso as vendas do cigarro começaram a crescer. Inicialmente era muito utilizado a imagem de velejadores, atletas, pilotos, nadadores e etc.

O resultado não poderia ser melhor nas vendas: O Hollywood se tornou o cigarro mais vendido do Brasil. No início dos anos 80, foi lançada a famosa campanha “Isto é Hollywood, O Sucesso”. Com a campanha, a marca começou a passar por diferentes praias do nosso litoral, sempre divulgando e estimulando a vela. Eram eventos memoráveis e eu cheguei ainda muito criança a ver alguns no Rio de Janeiro, onde o movimento era intenso nas praias e a agitação mudava a rotina da cidade. Lembrei-me que tinha um relógio deles, que achei um similar na Internet.

Para finalizar, no ano passado, depois de ser comprada pelo Publicis Groupe, parceiro global da Phillip Morris, a agência DPZ perdeu a conta que atendia há 41 anos

Enfim, como escrevi no facebook, para não fazer disso um manifesto, resolvi pegar umas coletâneas de músicas desta época e publicar aqui. Quem quiser vale a pena baixar e velejar ouvindo alguns desses clássicos que fariam nossos pais chorarem…

“The Final Countdown” – Europe
“Breaking all the Rules” – Peter Frampton
“Play the Game Tonight” – Kansas)
“Did it All for Love” – Phenomena II
“Iron Eagle” – King Cobra
“Only Time Will Tell” – Asia
“Born to be wild” – Steppenwolf
“Pain Lies on the Riverside” – Live
“More than a feeling” – Boston
“Jump” – Van Halen
“Burning Heart” – Survivor
“Eye of the Tiger” – Survivor
“When I See You Again” – Fleetwood Mac
“Holding out for a hero” Bonnie Tyler
“You give love a bad name” – Bon Jovi
“Love ain’t no stranger” Whitesnake
“Oh, Sherrie” – Journey
“Don’t Stop Believe” – Journey
“I hear you call” – Bliss
“Born To Be Wild” – Steppenwolf
“More Than a Feeling” – Boston
“Hollywood Way” (Jingle)
“Rollerblade” (Jingle)
“All For A Reason” – Alessi
“Wuthering Heights” – Kate Bush
“Warm Ride” – Rare Earth
“Dance With You” – Carrie Lucas
“Love I Need” – Jimmy Cliff
“While You See A Chance” – Stevie Winwood
“Every Little Thing She Does Is Magic” – The Police
“You Better You Bet” – The Who
“Play The Game Tonight” – Kansas
“Only Time Will Tell” – Asia
“Hold On” – Santana
“Separate Ways” – Journey
“Original Sin” – Inxs
“Run To You” – Bryan Adams
“Get It While You Can” Gary O.
“It’s Raining Man – The Weather Girls
“If Looks Could Kill” – Heart
“I Just Died In Your Arms” – Cutting Crew
“Love Walks In” – Van Halen
“Woman In Chains” – Tears For Fears
“Miles Away” – Winger

Bom feriado!

Eu estou zarpando ruma a aventura neste feriado e então resolvi postar um vídeo que recebi através do grupo de vela, para dizer “bom feriado amigos catistas”. Neste vídeo, o Rodrigo Dantas da Bahia, conseguiu capturar a essência que segundo um amigo Americano, eles chamam de “wildfun”. Resumindo um convite para largar toda a pressão do dia-a-dia e se jogar em uma lagoa, rio ou até mesmo no mar e aproveitar os nosso brinquedos de gente grande.

Divirtam-se com o vídeo e bom feriado a todos.

Social club

Começo este post agradecendo o amigo Daniel Lery que gentilmente compartilhou esta informação comigo.
Este vídeo que publiquei acima é do Rave Trimaran, é muito legal. Este barco que você pode encontrar mais info no site http://www.windrider.com/default.aspx está disponível em tamanhos diferentes e que tem um público que quer emoção, sem muito trabalho. Parece ser algo impossível, mas graças a sua estrutura de trimarã ele tem maior estabilidade e sua área vélica é excelênte. Ainda assim não é um barco competitivo, mas versátil para uma volta no lago com amigos, família ou ainda jovens querendo se molhar.

Kitemaran, já ouviu?

Esses dias o amigo Augusto (velejador de HC dos bons)  postou no nosso grupo de vela, um vídeo de um rapaz que entrou na água com a sua pipa de kite ao meio dia e iniciou sua montaria no trampolim de um HC antigo sem mastro, e logo em seguida iniciou uma velejada muito diferente do normal. Como disseram no grupo de vela “sinistro”, resolvi postar aqui outro video, esse como uma sugestão para os kitesurfistas que sofrem por terem um monocasco aos pés. Viva os catamarans!

Video do projeto

Vídeo da prática

Dicas para HC16

Estava eu a navegar na internet para achar uns moitões novos para o meu barco, quando me deparei com um texto no google que me chamou a atenção. Parte dele eram dicas sobre “moitões”, e o restante do texto falava sobre o comportamento do hobie cat 16 na água e do velejador na raia. Para quem quer se aperfeiçoar, vale a pena a leitura, mas vale lembrar que o texto é escrito em português de portugual.

Para ler as dicas, clique aqui http://migre.me/2TjUY

Um supercat no CCN

Deu no Diario do Avoante, por Nelson Matos

O Cruzeiro Costa Nordeste, CCN 2011, solta as amarras de Natal/RN dia 04 de Janeiro, mas já teve comandante que se apressou e já navega de vento em popa no rumo de Salvador/BA. É o caso do velejador Lula Barreto e seu proeiro Reginaldo Monteiro, que quando
participavam, na semana passada, de uma regata Natal/Pirangi a bordo de um veloz Super Cat 17, escutaram o chamado do vento e prosseguiram a velejada até a Praia de Barra do Cunhaú/RN. Com o barco ancorado em frente ao Iate Clube da Barra do Cunhaú eles se animaram a participar do CCN 2011 e até já fizeram a inscrição, sendo o menor barco a participar do Cruzeiro. Na verdade eles serão os batedores oficiais do CCN 2011. Será um desafio para os dois velejadores que pretendem fazer pernas de no máximo 35 milhas por dia e ancorar em algumas praias ao longo do percurso. Bons Ventos ao veloz Letícia e sua tripulação arretada!

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