Arquivo para barco

Moitões a venda

Passando aqui no Blog rapidamente para deixar a dica que estou vendendo um conjunto de moitões para Hobie Cat da marca Harken que comprei nos Estados Unidos. Os moitões são novos e nunca foram utilizados. Estou vendendo pois tenho mais dois deles que utilizo em minhas velejadas que ultimamente tem sido poucas por causa do meu trabalho.

foto 1
foto 2

Descrição da venda:

1 Moitão Catraca de 57mm com mordedor da marca Harken, em perfeito estado.

1 Moitão fixo triplo de 39mm da marca Harken, em perfeito estado.

Produto nunca utilizado e ideal para quem veleja com Hobie Cat 14 ou 16. Esta marca é uma das grandes marcas mundiais de produtos náuticos e o material dele é de alta qualidade, resumindo nunca vai te deixar na mão.

Quem tiver interesse, pode acessar o link do Mercado Livre e comprar por lá.

LINK – http://goo.gl/CNSBCk

 

 

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Airkat

Para quem quer um barquinho para se divertir, chegou uma proposta inovadora e de custo um pouco alto ainda, mas que acredito que irá baixar. AIRKAT é um catamarã construido em alumínio com flutuantes infláveis, fácil de montar e com um design inteligente, pois possibilita o transporte dele em um porta-malas de carro. Pelo que lí no site dele , em 20 minutos e sem utilizar ferramentas ou peças pequenas que podem ser perdidas ele estará pronto para uma navegação divertida.

Com 180cm. de comprimento e 35cm. de diâmetro dos flutuantes o peso do barco não ultrapassa os 45 kgs.

Para saber mais, e quem sabe comprar aqui no Brasil, utilize o link abaixo:
info@airkat.com.ar
Tel.: 11 3208-4500

Como montar sua escota

Quando o cado da escota começa apresentar problemas, não pense duas vezes, é hora de trocar. Isso aconteceu comigo em uma velejada que fiz em Barra do Cunhaú, na minha saída, percebi que o cabo estava deslisando e quando ví ele estava como se fosse um monte de cabelo, todo esfiapado. Obviamente este cabo não era de boa qualidade, mas também deixei passar do tempo da troca, pois já havia percebido que ele não estava bom.

Para começar a troca, vamos falar sobre o cabo.
Eu sugiro a escolha do cabo de escota de 8mm pré-esticado confeccionado com capa de poliéster (parte externa), alma poliéster (parte interna). O ideal é que ele tenha 12 metros, conforme as regras de montagem do manual da Hobie Cat.

Para achar estes cabos, em uma rápida pesquisa na Piccolo Sails ou na Tom Cat você achará sem grandes dificuldades, mas lembre-se os valores não serão os mesmos de cabos simples achados em qualquer loja.

Depois de escolhido o cabo, vamos escolher o moitão.
São duas peças, um que fica na mesa perto do carrinho (traveller) “catraca triplo com mordedor e saída 57 mm” para trabalhar em conjunto com o” moitão giratório triplo 39 mm” que fica afixado na retranca.

Tudo definido, agora vamos a montagem. Siga as instruções da imagem publicada aqui para ver como as passadas devem ser feitas entre um moitão e outro. Não esqueça de queimar a ponta do cabo e fazer uma amarra para não estragar o valioso cabo. Mais um detalhe, em cada ponta do cabo, faça um nó em oito, para amarrar a ponta do moitão e a outra ponta que vai na travessa.

O PRIMEIRO BARCO DA VIDA, A PRIMEIRA VELEJADA… E NENHUMA FOTO. QUEM SE IMPORTA?

Nossa compulsão atual de compartilhar com o mundo a nossa vida tem promovido uma verdadeira angústia da foto. Temos que fotografar, registrar, compartilhar cada momento, cada instante, cada experiência. E fazemos, na maioria das vezes, é preciso que se diga, com um enorme prazer.
A foto do filho crescendo, fofinho; o encontro com os amigos, a família reunida, o jogo de futebol, a pescaria do final de semana, tudo é motivo pra fotografia.
E a foto digital, ixi, transformou o registro visual em uma leve brincadeira, a mil cliques por minuto.
O que dizer, então, do primeiro barco adquirido na vida de um velejador que sonha com o mar desde criança? O primeiro encontro, bater os olhos nas formas hidrodinâmicas do casco, na brancura concreta e faiscante dele, na malemolência da vela cheia, estufada, barriguda, flap flap ao vento.
Montar pela primeira vez o barco de sua vida, que você sabe que vai montar e desmontar centenas, milhares de vezes, admirando a cada uma delas o menor dos parafusos, o cabinho mais vagabundo, e desmontar ao final da velejada, com o cansaço mais agradável que se pode sentir nesse mundo.
Eu fiz isso no último final de semana, na Barra do Cunhaú. Conheci o “meu” barco. Meu primeiro barco. Um barco com alma, que Bira Carratu não me vendeu, apenas me concedeu o direito de tê-lo (obrigado, Bira!); o direito de compartilhar da amizade deste barco, esguio, ligeiro, sereno.
Um hobie cat 14; um pequeno catamarã que desliza como um tapete voador sobre as águas, como se flutuasse atrás das mil e uma histórias de Sherazade, como se ela fosse esposa de Simbad e vivessem na ilha do tesouro encantada. Um tapete mágico atrás de aventuras de outro mundo, um mundo que só parece existir para quem ama o oceano, os povos que se espalham por suas margens e que cultivam suas histórias, seus heróis, seus monstros, suas ilhas, seus piratas, suas cores.
O meu hobie cat me levou a primeira velejada com a suavidade de quem recebe um aprendiz, um marinheiro desajeitado, com a ternura de mostrar as armadilhas, mas com a firmeza de mostrar o rendilhado que traçam seus lemes sobre as águas, em uma manhã de sol.
Tenho que confessar: meu hobie cat é lindo. Me desculpem os donos de hobie cat, mas acho que igual a ele não tem. Quem quiser provar o contrário, vamos nos encontrando nos bom fins de semana pra disputar essa peleja.
Eu conheci meu barco, meu primeiro barco, velejei, sem perceber, por mais de duas horas, comecei uma amizade com ele, trocamos ideias e, acreditem, eu não tirei uma foto desse momento. Nem Bira, nem minha esposa em terra, ninguém lembrou de um simples registro fotográfico, com o celular mais fulera que estivesse a mão.
E isso, amigos, não fez – e não está fazendo – a menor diferença.
Porque tudo está registrado aqui, bem aqui, nas minhas retinas fatigadas e em meus neurônios já gastos; tudo que um velejador espera do primeiro dia com seu primeiro barco.
Está tudo aqui.
Vocês conseguem ver também?

Lucílio Barbosa

Vendi meu barco

Este post foi escrito, embasado por uma grande coincidência que ocorreu esta semana comigo. Começou o ano, e há tempos pensava em comprar um novo hobie cat, então resolvi vender o meu querido Leluma (HC14) para ajudar a comprar um HC mais novo. Mminha primeira atitude antes de anunciar, foi de avisar os amigos próximos. Como eu estava no facebook quando tive a ideia, me lembrei logo de um amigo publicitário que há tempos atrás comentou que queria comprar um barco e mandei uma mensagem direta para ele. Sai da frente do computador e quando voltei, vi um e-mail dele dizendo que estava pensando em comprar um barco e queria conversar comigo. Eu havia entendido que aquele e-mail era uma resposta da minha mensagem do facebook, mas a coincidência surgiu ali. Não era uma resposta, ele me escreveu para que eu pudesse  ajudar na compra de um barco, e eu minutos antes havia escrito que venderia o meu para ele, somente para ele até então. Alguns velejadores mais velhos sempre me disseram que não é você que compra um barco, mas o barco que te escolhe para ser comprado. Percebi esta relação no momento em que vivenciei esta coincidência narrada, como se houvesse uma conspiração do bem na forma de eu vender o meu querido Leluma. Espero que este meu amigo tenha o mesmo carinho e cuidado que sempre tive com o meu barco, pois além deste momento da escolha, acredito que barco tem alma e que ela deve ser preservada e bem cuidada, dia após dia. É por isso que eu sou apaixonado pela vela, pois é um esporte que envolve mais do que esforço físico, envolve filosofia de vida. Agora começo a busca por um outro barco, e espero que haja outra coincidência para que me leve a achar o novo Leluma.

Terceira parada

Nossa saída de Kourou (leia-se curú), foi tranqüila e achamos  logo de cara um bom vento de través entre 16 e 18 nós. Para quem havia saído sabendo que pegaria calmaria o tempo todo, esse foi um ótimo começo e nos deixou bem empolgados, então logo subimos as velas (genoa e a mestre) e em poucos minutos na nossa proa aparece um veleiro que estava nas ilhas Salut em rota inversa. Foi uma espécie de tchau amigos, que durou uns 4 minutos silenciosos, e todos ficaram do lado de fora vendo o cruzamento das embarcações.

Eu estava bem cansado, e fui para a minha cabine dormir. Para a minha surpresa, quando voltei, vi pelo GPS que faltava apenas 15 horas para chegarmos. Questionei o que havia acontecido e o pessoal me explicou que resolveram parar no Suriname, pois o diesel era pouco para garantir uma boa velejada e chegar na data certa.

E assim fomos  para Paramaribo, capital do Suriname. Quando eu era mais novo, sempre brincava com primos e amigos dizendo, o que será que existe nestes três países do norte da America do Sul que nunca ouvimos nada deles? Estava prestes a descobrir mais um dos três.

A nossa chegada foi longa, pois as primeiras bóias da entrada de Paramaribo, ficam ainda em alto mar, há algumas milhas da entrada do rio, o que acaba criando uma expectativa de chegar rápido, mas que na pratica durou entre a primeira bóia e o fundeio, quase 3 horas de velejada.

Quando avistamos a cidade de dentro do barco, a minha impressão foi completamente diferente da nossa chegada de Kourou. Uma cidade com arquitetura bonita e vida ativa nas ruas, com direito até a um trenzinho musical para um passeio pela orla. Gostei e quando chegamos em terra, comecei a observar muitas particularidades com Natal. Uma dessas particularidades é o forte deles, que tem o mesmo formato de estrela do nosso. A cidade foi fundada por holandeses, o que me chamou a atenção na arquitetura. O trânsito é de mão inglesa, uma loucura.


Fundíamos o barco numa região bem próxima a prefeitura e logo descemos para conhecer a cidade. Andamos até um banco para trocar dinheiro, e em seguida fomos para o Burguer King comer e usar a internet.  Depois de atualizar os amigos, falar com a família e ler que o Google havia comprado a Motorola, resolvi andar um pouco e como o pessoal já havia ido na frente e eu estava só, passei um algumas lojas, conversei com algumas pessoas e minha boa impressão da cidade só aumentava.

Ao voltar para o barco, reencontrei com todos sentados em uma mesa de um agradável bar a beira do rio, com uma garrafa de cerveja aberta e sorrisos congelados. Então, depois de conhecer a cidade, a nossa missão era achar uma mini van para levar os galões de diesel para o posto. E comprar algumas coisas a mais no supermercado.

Ficou definido assim, eu e o Guilherme cuidaríamos da van e do diesel e o Nelson e a Lucia iriam ao supermercado.

Então saímos para resolver isso e quem sabe ficar mais um dia na cidade. Fomos procurar uma van de aluguel e nos indicaram um senhor o qual negociamos o valor depois de uma dura queda de braço. Quando perguntei qual o nome dele, nao tinha mais jeito, já estávamos dentro do carro indo para o posto, sentado ele no volante, Guilherme no meio e eu na outra ponta. Seu pinto, isso mesmo era o nome do senhor forte que disse que gostava de fazer musculação e que numa interpretação errada o Guilherme entendeu que ele gostava mesmo era de outra coisa.

Fomos ao posto, completamos os galões de diesel embaixo um sol muito forte e quando voltamos para o barco, o Edu disse que a imigração já havia passado por lá. Então começamos a fazer tudo de forma mais rápida para embarcarmos o mais rápido possível.

Paramos o barco ainda no mesmo rio, mas no local indicado pelo guarda da imigração, e lá passamos a noite de frente para um hotel que mais parecida uma casa de campo, muito charmosa e que me inspirou a construir uma igual para receber os amigos que chegam a Natal de barco.


Segunda parada

Saímos das ilhas Salut para conseguir internet, ligação telefônica barata e aproveitar para conhecer um pouco mais da cultura desses países do norte da America do Sul, que quase nunca ouvimos falar.

A velejada para Kouro (leia-se curú) demorou mais ou menos uma hora e no nosso rumo nos acompanharam alguns barcos com suas grandes velas brancas e um mar azul de encher os olhos.


Chegamos no domingo a tarde e fundíamos novamente em um rio, cuja variação da maré e a força da corrente eram impressionantes. A explicação para isso é porque quanto mais próximo do ponto zero da linha do Equador, maior serão as variações.

De cara não gostei muito do visual da região onde estávamos, mas fomos para terra tentar achar alguma coisa aberta. Fomos de bote até um píer próximo de onde fundíamos e de lá seguimos a pé. A região que nos estávamos era simples, e a língua local apesar de ser o francês, era difícil de entender, pois a forma com que os moradores se expressavam era bem diferente, típico da cultura crioula.


Mais uma vez, andamos, andamos e andamos até finalmente acharmos um posto Texaco. Como é bom ver marcas conhecidas nessas horas, ainda mais para um publicitário de férias. Fomos até o posto e então a primeira surpresa, eles não aceitavam dollar e não tinha local para trocar.
Ok, somos brasileiros e não desistimos nunca, né Lula?
Vamos mais adiante e achamos um supermercadinho chinês aberto. Entramos e fui ao caixa para comprar cartão telefônico e o Guilherme, claro, foi comprar cerveja. Disse para o rapaz do caixa que só tinha dollar e ele de cara me disse que não aceitava. Pensei, estamos lascados, mas não tinha o que fazer, estava tudo fechado e não sabíamos por onde mais procurar. Estava pensativo ainda em frente ao supermercado quando o chinês me chamou para entrar e tirou uma nota de 100 dollares do caixa e me perguntou se ela era original. Peguei a nota e mostrei as marcas d’água, e até pensei em fazer aquela brincadeira das dobras da cédula, que mostram as torres do World Trade Center sendo atacadas, mas não quis estragar o que poderia ser uma negociação.
Dito e feito, o chinês me agradeceu e me vendeu o cartão telefônico de 15 euros por 20 dollars. O cambio foi eu quem fiz, por isso dispensa comentários sobre a taxa utilizada…
A felicidade só não foi completa, pois o Guilherme não comprou a cerveja.

Fizemos nossas ligações, e chamamos pelo rádio a turma que ainda estava embarcada para nos encontrar no posto. Quando nos encontramos, andamos um pouco mais pela região e descobrimos que o dia seguinte era feriado na cidade e que nada abriria. Bateu um desânimo na turma, mas a esperança é que os chineses não se curvassem ao ócio coletivo e abrissem seus comércios.

No outro dia, eu, Eduardo e o Guilherme, fomos andar em busca de uma Lan House e depois de muito andar e muito sol na moleira, achamos uma birosquinha aberta próxima ao Mac Donald’s. O problema era o dinheiro, mas como todo bom chinês, negocio é a vida deles, e aos fundos da Lan House tinha um outro chinês que trocou por euros. Voltamos e aí nos deliciamos com internet. Deixei o Du e o Gui começarem pois eu sabia que eu iria demorar um pouco mais, mas só um pouco. E por esse mais um pouco de internet acabei ficando sozinho enquanto eles foram comprar diesel e água para o barco. Já estava perto de terminar quando um policial do exercito entrou no local e começou a conversar com um rapaz, como se estivesse fazendo uma batida policial. Como nós não havíamos dado entrada na imigração, pois ficaríamos somente um dia, fui logo fechando o computador e colocando tudo dentro da mochila, quando o policial me chamou. Sem pensar duas vezes, coloquei meu boné da marinha americana e respondi em inglês. Ele ficou surpreso e me perguntou se eu era da marinha e eu disse “of corse”. Então ele abriu um sorriso e disse, você está de barco aqui. Respondi que sim, estava com amigos em um catamaran de 45 pés (já para livrar minha barra).

Então o policial gentilmente me disse, te dou uma carona até o barco. Momentos de tensão e eu não sabia se aquilo era uma “prisão” gentil ou um gentil “volte para casa”.  De qualquer forma aceitei e voltei de carro e ar condicionado para o barco.


No dia seguinte, compramos mais algumas coisas e esperamos o momento certo para sairmos, rumo a Trinidad. Tudo pronto, porém a quantidade de diesel ainda não era o ideal para a última perna e se faltasse vento e precisassemos de motor, o combustível poderia faltar bem antes de chegarmos.  Toda chegada em porto é motorizada e ficar sem combustível não é algo produtivo e pode causar estresse desnecessário, por isso no próximo post contárei o que fizemos.



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