Primeira parada

Eu estava na cabine do barco quando ouvi o Guilherme dizer que estávamos avistando terra. Subi rapidamente para o cockpit e me deparei com uma visão não muito clara, ainda um pouco definida, como se fosse uma sombra no horizonte. Pouco importa, a alegria tomou conta de todos no barco, afinal eram 7 dias sem ver nada no horizonte a não ser água.

Em poucos minutos a imagem foi se definindo e então fomos apresentados para as Ilhas Salut, um conjunto de 3 ilhotas muito bonitas, e com muita historia para se desbravar.


Fundíamos no ferro, na Ilha Royale (a maior das três ilhas), onde em menos de 20 minutos já estávamos no bote rumo a terra. Quando chegamos, já vimos algumas famílias de velejadores tomando sol e outros pescando. O que mais me chamou a atenção é que todos estavam em família e o ambiente era muito agradável.

Começamos a andar e a subir escadas, e mais escadas e escadas, até chegar ao topo, no ponto mais alto da ilha, onde fica um hotel muito agradável e com bonita vista. Continuamos a caminhada e então iniciamos um imersão na historia, isso porque ela preserva os antigos prédios da época que lá funcionava a prisão que inspirou o filme Papillon. Muitas curiosidades são exploradas, como por exemplo o criminoso mais perigoso da Franca (que agora me foge o nome) ficou preso lá até a morte, outro pobre coitado que foi julgado e encarcerado lá durante anos e depois a justiça percebeu que havia julgado o caso de forma errada e o preso era inocente. Depois de conhecermos os prédios, e ver fotos e textos históricos no museu, compramos gelo e voltamos ao barco.


Para a minha surpresa, a maioria dos barcos que estavam próximos a nos eram multicascos e é claro, uma reflexão sobre este fato aconteceu e eu iniciei perguntando, cadê os monocascos? Não preciso nem dizer que este foi o estopim de uma conversa que duraria até o final da tarde, quando resolvemos iniciar um churrasco, com caipirinha e da minha parte refrigerante.

No outro dia, acordamos cedo, e eu, Eduardo e o Guilherme saímos de bote para a ilha de Joseph, onde fizemos uma trilha, e encontramos um cemitério que provavelmente era dos funcionários da prisão, pois pelo que soubemos preso era jogado para os tubarões (pensar que eu nadei nessa região sem saber desse detalhe). Mais caminhada e encontramos uma vegetação muito parecida com a nossa e eu descobri como se nasce um coqueiro.


Não chegamos a ir na terceira ilha, a do Diabo, pois não tem lugar para parar o barco e segundo nos explicaram era o local onde ficava a prisão com os indivíduos mais perigosos, provavelmente dai a dificuldade de se parar o barco.

Embarcamos novamente e aí começou a bater aquela saudades de receber um email, uma ligação ou quem sabe até um SMS, afinal nossas famílias estavam sem contato conosco desde então. Decidimos que o ideal era irmos para Kouros  (leia-se curu) uma pequena cidade da Guiana Francesa que eu continuarei em outro post.

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5 Comentários»

  Sacha Lidice pereira wrote @

Adorando te seguir nesta incrivel viagem!!! Um abraço

  Afonso Mergulho wrote @

Bom receber noticia de vcs e saber que estão todos bem, curta bem o caribe, aproveite.Abs

  Afonso Mergulho wrote @

Com é que pode um indio não saber como nasce um coqueiro???kkkk.

  Afonso Mergulho wrote @

Posta umas fotos da galera, agora me faz um favor, qdo for fazer a foto de Nelson, faz aquela pergunta, Cadê os monocascos, depois tira a foto, quero ver a cara dele. Abs

  Há 1 anos atrás « Velejar wrote @

[…] aqui.Sobre o barco: http://migre.me/aDOrnSaída de Natal: http://migre.me/aDOqQ Primeira parada: http://migre.me/aDOo5 Mar, Ilha e Terra: […]


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