Catamarã Wharram

Estes dias eu cheguei no Iate de Natal para velejar e ví um catamarã amarelo, verde e azul, todo feito de madeira.

Quando vi pela primeira vez pensei, que barco estranho. Segundo o Zeca, um verdadeiro barco de maconheiro. Mas na verdade este barco tem um “Q” de diferente. Foi assim que eu descobri a história do Catamarã Wharram, um projeto que deu certo por seu baixo custo e que acabou ajudando a difundir o catamarã no mundo. Um barco robusto, inspirado nas embarcações polinésias, que foi criado pelo inglês James Wharram há alguns bons anos atrás.

Segundo Jerônimo, skipper do Wharram 38 pés, este barco ganhou notoriedade depois que o inglês Wharram já havia construindo o barco e convidou para uma viagem duas mulheres, uma alemã e uma inglesa.

Mas afinal, o que este barco tem de diferente?
Só um simples detalhe, o Wharram não recebe ferragem em sua construção, isso significa que ele é todo feito de cordas e madeiras. E isso é um fato notável, pois o barco se garante em um método de construção arcaico mas funcional.

Seus projetos estão espalhados pela web, e são muito fáceis de serem encontrados. Para quem pretende montar um catamarã, esta é uma ótima indicação. Existem projetos de 17 até 60 pés disponíveis em vários formatos, alguns até gratuitos.
Para ver um exemplo de um projeto de um Wharram 17 pés, clique aqui.

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8 Comentários»

  Marcos Fonseca wrote @

Construi junto com um amigo um tiki 26 por encomenda. Agora estou construindo outro para mim. Já tive um monocaco de 26′ do cabinho, mas depois que descobri os projetos do Wharram não me chama mais a atenção por possuir qualquer outro catamaram. Quando sentir a necessidade de um barco maior, parto para o tiki 30.
Segue uma parte de um texto que escrevi para postar em meu blog:
Dentro do mundo dos catamarans de cruzeiro, existe uma infinidade de projetos e desenhos para todos os gostos, bolsos e finalidades. Grandes estaleiros, sobretudo franceses, produzem excelentes catamarans de cruzeiro de grande tamanho, onde esbanjam luxo e sofisticação, outros exploram o potencial de performance.
Entre os desenhistas de catamarans, há um, que tem em seus trabalhos características únicas, seu nome é James Wharram. Aliás, esta comparativa foi feita usando como base um modelo por ele projetado para construção amadora, modelo Tiki 26 o mesmo da foto
Wharram é conhecido por desenvolver projetos baseados nos catamarans polinésios, mais conhecidos por “policats”. Seus projetos são reconhecidos mundialmente por aplicar soluções construtivas simples para resolver problemas complexos de engenharia inerentes a este tipo de embarcação, principalmente no que tange à fadiga de material e a rigidez de sua estrutura. Em todos os seus projetos, os pontos de união entre as vigas e os cascos são feitos por amarre. Os cascos são amarrados às vigas com cabos de poliéster, e são assim porque desta forma evitam que as tensões que sofrem estas zonas cheguem a causar fadiga e ruptura com o tempo de uso. Este método é muito confiável e seguro, tanto que ele é usado em todos os seus catamarans, dos 14 aos de mais de 60 pés. Facilitando em todos eles a construção, a inspeção, a manutenção e o transporte por terra. E ao contrario do que muita gente pensa, navegando eles se mostram como uma estrutura monobloco.
Alguns modelos de Wharram com leme externo, estes pivoteam sobre cabos de poliéster e não por dobradiças em aço inox, sem perda de qualidade e, sobretudo de durabilidade e facilidade de reparo no caso substituição, mesmo nos lugares mais remotos do mundo. Estes conceitos amplamente testados por anos, foram contestados por pessoas que não entendiam que as soluções simples viessem a resolver problemas complexos de fadiga de material. Assim, muitos mudaram por “achismo” o que em anos de estudos e testes comprovaram ser a melhor solução, por ser mais seguro, eficiente e incrivelmente mais barato.
Descobriu-se que os materiais que foram substituídos do projeto original, duravam menos e se rompiam antes do esperado, quando não, implicavam em um custo maior e desnecessário. Mas, acima de tudo, criava uma dependência de material e mão de obra, limitando a auto-suficiência tanto buscada em seus projetos, pois a mesma aumenta a autonomia e a segurança de suas embarcações.
“Para a auto-suficiência marítima não existem parâmetros absolutos para rotular barcos melhores ou estilos de barcos”. Cada pessoa, cada grupo, escolherá seu barco dentro dos compromissos lógicos de cada caso. De minha própria experiência, sei que os compromissos lógicos específicos são quase sempre selecionados por sentimentos subjetivos. “A conscientização deste fato pode evitar uma grande quantidade de argumentos polêmicos dentro de um grupo de pessoas indecisas quanto ao tipo de barco a ser eleito para a sua vida no mar”. Disse James Wharram.
Os estudos dos catamarans polinésios feitos por Wharram, os quais, como dito anteriormente, foram a fonte de inspiração de suas obras há mais de 50 anos, evoluiram e ganharam um impulso qualitativo na técnica construtiva conhecida por WEST (Wood Epóxi Saturation Sistem) com o desenvolvimento industrial na área de polímeros, madeiras compensadas, colas fenólicas e principalmente no campo das resinas epóxi. Os resultados obtidos destes estudos foram catamarans com uma incrível simplicidade de construção, baratos, robustos, mas, sobretudo seguros e de uma qualidade náutica excepcional para cruzeiro, dando muita confiança e segurança aos que neles navegam.
Os “policats” de Wharram, já estão altamente comprovados em todos os mares do mundo, em todas as condições de mar e vento, não havendo nenhum caso de acidente com estes barcos, mesmo em mares em condições excepcionais, como o caso do barco da linha ORO 46 pés, o Orowa, pertencente a um casal que há muitos anos o havia utilizado para uma volta ao mundo junto com seu filho de oito anos.
Henk e Gini de Wilde enfrentaram no Oceano Índico o furacão “Oscar”, que submeteu seu barco a ventos muito acima dos 60 nós e ondas de 80 pés (24 metros), e o Orowa , após oito dias de luta contra o pesadelo, chegou ao Atol de Diego Garcia a salvo, com avarias plenamente possíveis de serem consertadas por eles mesmos…

Uma pesquisa mais a fundo sobre a pessoa James Wharram, nos levariam a ver que sua filosofia de vida, coerente ao convívio no nosso planeta dentro de um contexto de equilíbrio sócio/ecológico, estão aplicados em todas suas obras. Deixando isto de lado, pois não são todos os que compartem suas idéias, o resultado alcançado por Wharram dentro do campo da náutica de cruzeiro se pode dizer que é um legado.

Marcos Fonseca

  henrique wrote @

amigos da para fazer um desse de 45 pés

  henrique wrote @

amigos da para fazer um desse de 45 pés
quem tem uma planta desse veleiro

  bcarratu wrote @

Olá Hemrique. Sim da para construir um Wharram de 45, mas a planta vc vai precisar comprar, como explica o site.

  Ari wrote @

Ja tive a felicidade de possuir um Hinemoa e agora vou construir um tiki 21.Graças ao visionario Wharram.pessoas do mundo todo tiveram a possibilidade de realizar seus sonhos.!!!Valeu James

  Roberto Magalhães wrote @

Caro Ari, estou entre o Hinemoa 23 e o tiki 21 para meu primeiro barco ( e feito por mim) por que voce esta trocando para o Tiki ? me pareceu o Hinemoa ser mais confortavel em termos de cabine.

  carlos wrote @

quanto cuista construir um tiki 26? carlosacruz@ig.com.br

  eufrasio donisete wrote @

eu quero um projeto catarama veleiro urgente


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